O planejamento estratégico da instituição, conforme delineado no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2016-2026 contempla 7 desafios (D), a saber: D1 - Internacionalização; D2 - Educação inovadora e transformadora com excelência acadêmica; D3 - Inclusão social; D4 - Inovação, geração de conhecimento e transferência de tecnologia; D6 - Desenvolvimento local, regional e nacional; e D7 - Gestão ambiental ( https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/344/2020/02/ObjetivosPDI.pdf). Conforme o último Plano de Metas ( https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proplan/pdi/acompanhamento-do-plano-de-metas), a execução do PDI está diretamente relacionada à gestão do desenvolvimento futuro da universidade, focando em adequações e melhorias de infraestrutura e na formação de seus alunos. Um dos objetivos fundamentais do PDI é o fortalecimento da inovação, geração de conhecimento e transferência de tecnologia para a sociedade (D4), com ênfase em pesquisas científicas, produção intelectual e internacionalização (D1).
A preocupação com a infraestrutura é um elemento central no planejamento estratégico, com investimentos contínuos em laboratórios, bibliotecas e ambientes de inovação, como incubadoras e centros de pesquisa (D4). Essas melhorias garantem que a instituição esteja preparada para oferecer uma formação de excelência e desenvolver soluções aplicadas aos desafios sociais e tecnológicos contemporâneos. A adequação da infraestrutura está diretamente ligada aos indicadores do Desafio 5, que visam aumentar a captação de recursos externos e reduzir encargos operacionais, promovendo uma gestão financeira mais eficiente. Investimentos em infraestrutura moderna são essenciais para atrair financiamento de agências de fomento e parcerias privadas, ampliando as oportunidades de pesquisa e inovação. Simultaneamente, o indicador que visa a redução de encargos, como despesas com energia e serviços, permite o redirecionamento desses recursos para áreas estratégicas, melhorando a sustentabilidade financeira. Assim, a modernização e otimização dos custos fortalecem a competitividade da universidade e a sua capacidade de oferecer uma formação de alta qualidade, alinhada aos seus objetivos de desenvolvimento e inovação.
Adicionalmente, o PDI destaca a importância de promover a produção intelectual de alto impacto — bibliográfica, técnica e artística — conectando-a às demandas globais e regionais. O acompanhamento de indicadores como o Índice Geral de Cursos (IGC) e a presença em rankings internacionais, como o QS América Latina, reforça o compromisso da instituição com a excelência acadêmica. Para isso, há metas claras para expandir a pós-graduação, aumentar a inserção científica internacional e melhorar o número de citações das pesquisas. Essa estratégia garante à universidade não apenas formar profissionais de alta qualificação, mas também ampliar seu reconhecimento global, consolidando-se como um polo de geração de conhecimento inovador e impactante, com mais de 50% dos 61 programas de pós-graduação consolidados (Avaliação Quadrienal CAPES 2017-2020), o que foi decisivo para a conquista da nota 5 no IGC na última avaliação do INEP (2024) e também para o destaque da UFSM em diferentes rankings internacionais no último quadriênio ( https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proplan/rankings). A valorização da pós-graduação no PDI promovendo a integração entre ensino, pesquisa, extensão e inovação, além do Programa de Assistência Estudantil da UFSM (Benefício Socio-econômico, restaurante universitário e moradia estudantil da pós-graduação), que se destaca como o melhor do Brasil, contribuíram de forma decisiva para que a UFSM conquistasse em 2024, destaque nacional no Ranking Times Higher Education, pela sua contribuição para os 17 ODS da Agenda 2020-2030 da ONU. No escore Geral a UFSM apresenta bom desempenho, tendo subido em 2024, da 4ª para a 2ª posição dentre instituições brasileiras (55 IES), sendo a 1ª entre as federais. No âmbito mundial, a UFSM manteve-se na faixa das 301-400. A UFSM apresenta desempenho notável em 4 dos 17 ODS, sendo a 1ª. IES brasileira no ODS 17 – Parcerias e meios de implementação, que visa fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável e envolve a promoção de parcerias eficazes entre governos, setor privado e sociedade civil para alcançar os outros 16 objetivos, além de promover o acesso ao financiamento e à tecnologia necessários. A avaliação que levou a esse índice analisa as formas pelas quais as universidades apoiam os ODS através da colaboração com outros países, promoção de melhores práticas e publicação de dados. Além disso, a UFSM também foi classificada como a 2ª melhor IES brasileira no ODS 2 – Combate à fome e no ODS 1 – Combate à Pobreza, 3ª melhor IES do Brasil no ODS 15 – Vida na Terra.
Para atender aos desafios de excelência na pós-graduação, o Seminário Institucional de Avaliação e Planejamento da Pós-Graduação foi retomado a partir de 2022. O evento reúne anualmente coordenadores de cursos de pós-graduação stricto sensu, secretários e diretores de unidades de ensino para discutir os rumos da pós-graduação da UFSM no cenário nacional e internacional. Além disso, em 2023, a UFSM aprovou sua Política Institucional de Pós-Graduação e Pesquisa (Resolução UFSM 139/2023, Anexo II).
⬆️ De volta ao topoO processo de autoavaliação da Instituição envolve uma metodologia estruturada para avaliar diferentes aspectos institucionais, com foco na melhoria contínua da qualidade acadêmica e administrativa. A Comissão Própria de Avaliação (CPA), juntamente com as Comissões Setoriais de Avaliação (CSAs), coordena as etapas que englobam três avaliações principais: a Avaliação Geral, a Avaliação do Processo de Ensino-Aprendizagem e a Pesquisa de Acompanhamento de Egressos. Semestralmente a avaliação Ensino-Aprendizagem, com foco na formação discente, capta a percepção do aluno sobre sua satisfação em relação ao conteúdo da disciplina, a atuação do professor e sobre as estratégias de ensino adotadas para o atingimento dos objetivos de aprendizagem, além de comentários dos alunos que desejarem inserir. Os resultados são apresentados, observado os critérios para cada segmento, via portal para os respectivos docentes, seus chefes bem como disponibilizadas neste link, via painel Power BI para toda comunidade.
Já a Avaliação Geral, considerando a realização do processo contínuo de autoavaliação institucional, inclui questões abrangentes sobre a formação integral dos discentes, com ênfase na percepção dos alunos sobre a cultura de inovação e empreendedorismo fomentada ao longo do curso. Além disso, a autoavaliação examina as oportunidades oferecidas para participação em eventos acadêmicos e científicos, como congressos e workshops, essenciais para a ampliação do networking e da disseminação de conhecimentos. Esses aspectos são fundamentais para garantir que os estudantes não apenas adquiram competências técnicas e teóricas, mas também estejam preparados para atuar de forma inovadora e empreendedora no mercado. O feedback coletado por meio das autoavaliações contribui diretamente para o aperfeiçoamento das estratégias de ensino e para o fortalecimento de uma cultura de pesquisa e inovação no programa. Link da avaliação geral.
A autoavaliação do programa sobre a produção intelectual está atrelada a diversos sistemas institucionais e iniciativas de monitoramento, garantindo uma visão abrangente do desempenho acadêmico. Um dos principais elementos é o Repositório Institucional, uma plataforma digital onde todas as dissertações, teses, artigos, livros e produções técnicas são depositados, permitindo o acompanhamento contínuo da produção acadêmica. Além disso, a Produção Técnica e Inovação é monitorada em áreas como patentes, registros de software e participação em projetos de inovação e empreendedorismo, especialmente em cursos com foco em tecnologia. Editais internos institucionais voltados à criação de spin-offs, registro de novas empresas e produtos derivados das pesquisas também são parte fundamental de fortalecimento desse processo e são oferecidos de forma institucional por parte da Pró-reitoria de inovação e empreendedorismo.
O programa também monitora a participação de docentes e discentes em congressos nacionais e internacionais, seja como apresentadores, membros de comitês organizadores ou conferencistas convidados, destacando a relevância acadêmica em eventos de destaque. As colaborações internacionais são outro ponto-chave, com ênfase na coautoria de artigos com pesquisadores estrangeiros e projetos de pesquisa financiados internacionalmente. Além disso, a participação institucional em rankings mundiais como o QS e o Times Higher Education é acompanhada, uma vez que esses rankings consideram critérios relacionados à pesquisa, inovação e impacto científico. A autoavaliação constante permite ajustar e intensificar parcerias internacionais, fortalecendo a rede de pesquisa e melhorando o desempenho em indicadores de internacionalização. Finalmente, a Pesquisa de Acompanhamento de Egressos, realizada pela CPA, é utilizada para monitorar a inserção profissional e acadêmica dos ex-alunos, avaliando o impacto da formação recebida e oferecendo insights valiosos para o aprimoramento do programa. Explore os resultados neste link.
⬆️ De volta ao topoAs políticas afirmativas de inclusão, permanência e acessibilidade são instrumentos fundamentais para a promoção da equidade em instituições públicas de ensino e na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) está contemplada pela Resolução N. 068, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2021. Ao adotar cotas de ingresso nos programas de pós-graduação, a UFSM busca garantir oportunidades para grupos historicamente marginalizados, como pessoas pretas, pardas, indígenas e com deficiência. A reserva de vagas, variando entre 20% e 50% do total ofertado por ano, é uma forma concreta de combater as desigualdades de acesso à educação de nível superior. A reserva de vagas para grupos historicamente discriminados tem democratizado o acesso a PG na UFSM e é acompanhada anualmente no Seminário Institucional de Ações Afirmativas e Inclusão na PG, que também discute a permanência dos estudantes. A política também inclui medidas de acompanhamento e apoio contínuo aos discentes que ingressam por meio das cotas, assegurando que não apenas tenham acesso à universidade, mas também condições de permanecer e concluir seus estudos com sucesso. Estudantes de PG em vulnerabilidade socioeconômica contam com programa de assistência estudantil, que inclui auxílio-transporte, refeições subsidiadas no restaurante universitário (todos os campi) e moradia estudantil (apenas no campus sede).
Além disso, a UFSM tem investido em infraestrutura acessível, priorizando reformas e adequações que visam garantir a acessibilidade física no campus. Desde 2010, a instituição tem implementado banheiros acessíveis, rampas de acesso e calçadas com pavimentação adequada, incluindo pisos táteis e travessias seguras para pessoas com deficiência. A Pró-Reitoria de Infraestrutura (PROINFRA) tem atuado para garantir o mínimo de acessibilidade nos pontos mais críticos do campus, muitas vezes utilizando recursos próprios devido à limitação de repasses federais. Esse esforço demonstra o compromisso da UFSM com a inclusão, assegurando que os espaços universitários possam ser acessíveis a todos, independentemente de suas condições físicas.
A articulação entre políticas afirmativas e infraestrutura acessível é essencial para que a UFSM cumpra seu papel de instituição plural e inclusiva. Ao implementar políticas de cotas na pós-graduação e realizar diagnósticos de acessibilidade física no campus, a universidade evidencia sua compreensão de que inclusão vai além do acesso inicial. Ela envolve também a criação de um ambiente propício à permanência, onde estudantes de diferentes origens e com diferentes necessidades possam se desenvolver academicamente e pessoalmente. O compromisso da instituição com essas ações é uma resposta à necessidade de combater iniquidades e construir uma universidade verdadeiramente diversa e acessível.
Contudo, apesar dos avanços, ainda há desafios a serem enfrentados, especialmente no que tange à plena implementação das reformas de acessibilidade, que dependem de um maior fluxo de recursos federais. A UFSM, entretanto, segue se adaptando e avançando com as reformas, mostrando que inclusão e acessibilidade são prioridades institucionais. Isso é fundamental para que a universidade continue sendo um espaço de pluralidade e conexão de experiências diversas, contribuindo para a formação de uma comunidade acadêmica mais rica e representativa.
⬆️ De volta ao topoDurante a pandemia de COVID-19, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) implementou uma série de medidas para adaptar suas atividades acadêmicas e administrativas às restrições sanitárias, garantindo a continuidade do ensino e da pesquisa em um cenário de crise global. A primeira ação significativa ocorreu em 16 de março de 2020, quando a UFSM suspendeu as atividades presenciais por meio da Portaria Nº 97.935, em resposta à emergência de saúde pública. Posteriormente, a Instrução Normativa N. 001/2020/PRPGP, publicada em 20 de março de 2020, estabeleceu diretrizes para flexibilizar o calendário acadêmico da pós-graduação, permitindo ajustes nas atividades e nas disciplinas para garantir a progressão dos alunos durante o período de isolamento.
A UFSM também implementou uma série de Notas Informativas e orientações relacionadas à prorrogação de prazos de defesa de teses e dissertações, além de permitir defesas de trabalho de forma online. Essas medidas foram complementadas pela Instrução Normativa 02/2020/PRPGP, que estabeleceu normas para o funcionamento dos laboratórios de pesquisa, garantindo que as atividades científicas essenciais continuassem de forma segura e planejada.
Com o passar do tempo e o avanço da vacinação, a UFSM começou a planejar o retorno gradual às atividades presenciais. Em fevereiro de 2022, a Resolução UFSM Nº 079 revogou o Regime de Exercícios Domiciliares Especiais (REDE), que havia permitido o ensino remoto emergencial, e estabeleceu um novo calendário para o retorno presencial. O Centro de Operações de Emergência em Saúde para Educação (COE-E UFSM) desempenhou um papel fundamental ao emitir a Instrução Normativa 04/2022, que orientou a comunidade acadêmica sobre os protocolos a serem seguidos em casos suspeitos ou confirmados de COVID-19, além de fornecer diretrizes para a recuperação de disciplinas e prorrogações de prazos por motivos de saúde.
No retorno presencial, o COE-E recomendou fortemente o uso de máscaras em ambientes fechados, como salas de aula, e destacou a importância da notificação imediata de casos positivos à universidade. Além disso, foram mantidas instruções específicas para a emissão e retirada de diplomas, com a implementação de um sistema de agendamento, garantindo que os processos administrativos continuassem a fluir de maneira organizada e segura.
Ao longo de toda a pandemia, a UFSM demonstrou uma abordagem ágil e proativa, conciliando a preservação da saúde pública com a continuidade acadêmica e científica. As orientações, instruções normativas e adaptações foram fundamentais para que a universidade mantivesse sua missão de formar profissionais e gerar conhecimento, mesmo diante de uma crise sem precedentes.
⬆️ De volta ao topoO excesso de chuvas provocado pelas mudanças climáticas causou impactos significativos em todo o Estado, afetando diretamente a comunidade acadêmica da UFSM. Os danos incluem prejuízos em prédios, inundações, perda de arquivos e suspensão temporária das atividades acadêmicas e administrativas em alguns campi, como aulas presenciais, pesquisas e serviços administrativos. A suspensão temporária das atividades foi necessária até que os reparos nos prédios afetados fossem concluídos e permitissem o retorno gradual e seguro das atividades acadêmicas e administrativas.
Muitos estudantes são oriundos de regiões severamente atingidas, como o Vale dos Sinos (Lajeado, Cruzeiro do Sul, Muçum, Sinimbu), a região metropolitana (Canoas, São Leopoldo) e municípios da região central (Silveira Martins, Faxinal do Soturno, Dona Francisca, Pinhal Grande e Cachoeira do Sul), que enfrentaram perdas materiais e impactos emocionais. Nas Casas de Estudante Universitário (CEUs), que abrigam mais de 1.500 estudantes em Santa Maria e Cachoeira do Sul, infiltrações de água danificaram equipamentos como geladeiras, computadores, celulares e móveis, além de comprometerem a estrutura de 31 apartamentos, tornando-os temporariamente inabitáveis.
Além dos prejuízos materiais, uma pesquisa realizada pelo Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis da Região Sul (FONAPRACE – SUL), em maio, apontou que 50% dos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica sofreram perdas como moradias, computadores, eletrodomésticos e acesso à internet, afetando aproximadamente 3.000 alunos. Esse cenário elevou o risco de evasão acadêmica devido aos impactos financeiros e psicossociais.
O desempenho proativo da UFSM foi fundamental para mitigar os impactos da tragédia e contribuir para a reconstrução, mobilizando diversos setores da instituição, em especial a Pós-graduação.
No âmbito da pós-graduação, a instituição desenvolveu importantes pesquisas e ferramentas para lidar com os desafios impostos pela crise. Um dos destaques foi o lançamento de um Mapa da Extensão, que mapeou mais de 130 ações realizadas pela comunidade acadêmica em resposta à calamidade pública (https://www.ufsm.br/pro-reitorias/pre/mapa-da-extensao-ufsm-solidaria-e-cidada). Essa ferramenta possibilitou a coordenação eficiente das atividades de reconstrução e o engajamento de diferentes setores sociais, com foco em áreas fortemente afetadas.
Outro avanço importante foi o desenvolvimento de um sistema de alerta para riscos climáticos, vinculado ao CARE/UFSM, com o objetivo de prever e mitigar futuros desastres naturais, baseando-se em dados históricos e previsão climática (https://www.ufsm.br/reitoria/gabinete-do-reitor/care). Além disso, a pesquisa acadêmica teve um papel fundamental, como exemplificado pelo estudo sobre os riscos de desastres hidrológicos, que mapeou as regiões mais vulneráveis do estado. Tal estudo, disponibilizado em formato de e-book, oferece uma análise detalhada das áreas de maior risco, contribuindo para a formulação de políticas públicas mais eficazes para a prevenção de novos desastres ( https://www.ufsm.br/2024/06/24/pesquisadores-da-ufsm-apresentam-em-e-book-estudo-sobre-os-riscos-de-desastres-hidrologicos-no-rs).
Essas ações e tantas outras, dos mais diversos setores, demonstram que a UFSM, especialmente no âmbito da pós-graduação, não apenas gerou conhecimento e soluções para os desafios imediatos da crise climática, mas também promoveu a integração entre pesquisa científica, educação e engajamento comunitário. A instituição não só respondeu à emergência, mas também preparou o caminho para um futuro mais resiliente e sustentável no estado.
⬆️ De volta ao topoO Ranking The Impact é uma classificação global de universidades que avalia seu impacto social e ambiental com base nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Diferente de outros rankings acadêmicos, ele mede o comprometimento das instituições em áreas como sustentabilidade, igualdade de gênero, inovação, educação de qualidade e ação climática. Os critérios incluem pesquisas relacionadas aos ODS, políticas institucionais e iniciativas voltadas para a sociedade.
A UFSM possui destaque em quatro ODS, em relação ao total de 17: Erradicação da Pobreza (ODS 1), Fome Zero e Agricultura Sustentável (ODS 2), Vida Terrestre (ODS 15), e Parcerias e Meios de Implementação (ODS 17). Estes resultados devem-se a três fatores importantes: projetos de pesquisa e extensão nestas áreas, e assistência estudantil, com destaque ao Benefício Sócio-Econômico e os Restaurantes Universitários.
No escore Geral a UFSM também apresenta bom desempenho. Em 2024, a UFSM subiu da 4ª para a 2ª posição dentre instituições brasileiras, sendo a 1ª entre as federais. Neste ano, foram classificadas 55 universidades no Brasil. No âmbito mundial, a UFSM manteve-se na faixa das 301-400.
A seguir, uma breve descrição de cada um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável é dada.
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 1 (ODS 1) tem como meta "Erradicar a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares", garantindo condições dignas para a população mais vulnerável.
O ODS 1 busca erradicar todas as formas de pobreza extrema, incluindo a falta de alimentos, água potável limpa e saneamento básico. Alcançar este objetivo envolve encontrar soluções para novas ameaças causadas pelas mudanças climáticas e conflitos. Em 2024, a UFSM ficou em 2º lugar no Brasil e 87º no mundo, uma posição de destaque.
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 2 (ODS 2), um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável definidos pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2015, tem como meta "acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável".
O ODS 2 destaca as "complexas inter-relações entre segurança alimentar, nutrição, transformação rural e agricultura sustentável". De acordo com as Nações Unidas, havia até 757 milhões de pessoas enfrentando a fome em 2023 – uma em cada 11 pessoas no mundo, o que representa pouco menos de 10% da população mundial.
Em 2023, a UFSM obteve o primeiro lugar dentre Universidades brasileiras nesta ODS. Em 2024, a UFSM continua sendo destaque, sendo 2º lugar no Brasil e 52º no mundo. Neste ODS, segundo o ranking, são verificadas as pesquisas das universidades sobre fome, ensino sobre sustentabilidade alimentar e compromisso no combate ao desperdício de alimentos, tanto dentro dos campi como em suas regiões de abrangência.
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3 (ODS 3) visa garantir uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.
O ODS 3 inclui uma ampla gama de metas relacionadas à saúde, como a redução da mortalidade materna e infantil, o combate à AIDS, tuberculose, malária e outras doenças, bem como a promoção da saúde mental e do bem-estar.
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS 4) é "garantir uma educação inclusiva e equitativa de qualidade e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos". O ODS 4 possui dez metas que são medidas por 11 indicadores. As sete metas de resultados são: ensino primário e secundário gratuito; igualdade de acesso à educação pré-escolar de qualidade; ensino técnico, profissional e superior acessível; aumento do número de pessoas com competências relevantes para o sucesso financeiro; eliminação de toda discriminação na educação ; alfabetização e numeramento universais; e educação para o desenvolvimento sustentável e a cidadania global. As três metas de implementação são: construir e melhorar escolas inclusivas e seguras; expandir as bolsas de estudo do ensino superior para os países em desenvolvimento; e aumentar a oferta de professores qualificados nos países em desenvolvimento.
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 (ODS 5) visa alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas. O ODS 5 é um objetivo transversal que se integra aos outros 16 objetivos de desenvolvimento sustentável, sendo um indicador de transformação social global para promover mudanças no status das mulheres.
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 (ODS 6) visa garantir a disponibilidade e a gestão sustentável da água e do saneamento para todos. Este objetivo abrange a proteção e o gerenciamento de ecossistemas aquáticos, o aumento do uso eficiente da água e a redução da poluição hídrica.
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7 (ODS 7) visa garantir o acesso de todos à energia acessível, confiável, sustentável e moderna. O ODS 7 procura melhorar a eficiência energética e aumentar a proporção de energia renovável globalmente.
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 8 (ODS 8) visa promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos.
Este objetivo também abrange a promoção de políticas públicas que incentivem a sustentabilidade econômica e o acesso a melhores condições de trabalho.
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 9 (ODS 9) visa construir infraestruturas resilientes, promover a industrialização inclusiva e sustentável e fomentar a inovação. O ODS 9 busca também melhorar as tecnologias digitais e fortalecer a pesquisa e o desenvolvimento nas áreas de ciência, inovação e tecnologia.
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 10 (ODS 10) visa reduzir as desigualdades dentro dos países e entre eles. Esse objetivo procura garantir a igualdade de oportunidades e reduzir a discriminação em diversos aspectos, como acesso a serviços, renda e educação.
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11 (ODS 11) visa tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis. Este objetivo envolve melhorias na urbanização, transporte sustentável, planejamento de assentamentos e acesso a espaços públicos adequados.
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 12 (ODS 12) visa garantir padrões de consumo e produção sustentáveis. O ODS 12 foca na redução do desperdício de alimentos, no aumento da eficiência no uso dos recursos naturais e na promoção de práticas de consumo consciente.
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 13 (ODS 13) visa tomar medidas urgentes para combater a mudança do clima e seus impactos. Esse objetivo está intimamente relacionado com a adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, bem como o aumento do financiamento para a implementação de políticas climáticas.
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 (ODS 14) visa conservar e utilizar de forma sustentável os oceanos, os mares e os recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável. O ODS 14 está relacionado à redução da poluição marinha, à conservação da biodiversidade marinha e à exploração sustentável dos recursos marinhos.
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 15 (ODS 15) visa proteger, restaurar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerenciar as florestas de maneira sustentável, combater a desertificação, deter a degradação da terra e deter a perda da biodiversidade. Esse objetivo está intimamente relacionado à conservação de habitats naturais e à luta contra a perda de espécies.
A UFSM obteve êxito no ranking em 2024, sendo a 3ª melhor do Brasil e na faixa das 401-600 no mundo. Neste ODS, a UFSM destacou-se no combate à perda de biodiversidade, na promoção da gestão florestal sustentável e na recuperação de terras degradadas.
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16 (ODS 16) visa promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, fornecer acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis. O ODS 16 destaca a necessidade de reduzir todas as formas de violência, fortalecer o estado de direito e promover a transparência e a participação pública.
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 17 (ODS 17) visa fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável. Este objetivo envolve a promoção de parcerias eficazes entre governos, setor privado e sociedade civil para alcançar os outros 16 objetivos, além de promover o acesso ao financiamento e à tecnologia necessários.
Neste quesito a UFSM teve um crescimento considerável nos últimos anos. Em 2021 atingiu a pontuação de 28,7, em 2022 teve 65,7 pontos e, agora, alcançou 84,5 pontos, ocupando a 1ª posição no Brasil. A avaliação que levou a esse índice analisa as formas pelas quais as universidades apoiam os ODS através da colaboração com outros países, promoção de melhores práticas e publicação de dados.
A internacionalização é o primeiro dos sete (7) desafios do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI 2016-2026) da Universidade Federal de Santa Maria (https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proplan/pdi), demonstrando a relevância do tema para a comunidade universitária. Além disso, a atual gestão da Universidade Federal de Santa Maria (2022/2025) definiu como prioridades estratégicas as áreas de Pós-graduação, Inovação e Internacionalização. Neste sentido as ações de maior destaque foram (a) a melhoria da qualidade e a ampliação da pós-graduação, (b) a criação da Pró-reitoria de Inovação que consolidou o histórico institucional na área e ampliou a capacidade de investimento em inovação da instituição e (c) a reformulação do setor de internacionalização, que passará ainda este ano de 2025 para Diretoria de Relações Internacionais da UFSM. No âmbito desta reformulação, foram colocadas em prática novas formas de fazer internacionalização na universidade, principalmente com o entendimento de que a internacionalização é um processo que envolve toda a instituição e parte dela deve ser feita na própria universidade, na chamada Internacionalização em Casa. Também, definiu-se novos focos estratégicos da cooperação científica da universidade, que se centrou mais no Sul Global e BRICS, contudo, sem abandonar os fortes laços com Europa e América do Norte. No gráfico abaixo destacamos a quantidade de acordos firmados por ano distribuídos por região do mundo.
As transformações principais na área de internacionalização se referem inicialmente ao âmbito institucional. Dentre os avanços institucionais mais relevantes estão a criação do Comitê de Internacionalização (CoInter) no âmbito da Reitoria (Res. UFSM N. 129/2023), que é responsável por definir os rumos da internacionalização da universidade com a participação ativa de pró-reitores e diretores de unidades de ensino da universidade. Além disso, foram criados nas unidades os Comitês Descentralizados de Internacionalização (CoDinter), que são responsáveis pelo planejamento da internacionalização em cada unidade, promovendo o enraizamento da internacionalização para o conjunto da instituição. Também, foi elaborada em conjunto com as Pró-reitorias afins, a Política Institucional de Internacionalização, que entrará em vigor em março de 2025, na preparação para os novos rumos da internacionalização do país e das instituições federais. Ainda, foi elaborada uma Política Linguística da Universidade, que prevê dentre outras ações, a oferta ampliada de ensino de línguas e o ensino de português para estrangeiros na universidade.
No âmbito institucional também destacamos que foi promovida a modernização de resoluções normativas com o foco na aceleração dos processos de internacionalização dos cursos e programas de pós-graduação. Por exemplo, nova resolução de ingresso de estrangeiros (Res. UFSM N. 184/2024), que permite edital exclusivo para estrangeiros na pós-graduação (Instrução normativa PRPGP N. 13/2025). Destacamos que o primeiro edital internacional da pós-graduação exclusivo para estrangeiros foi divulgado em janeiro de 2025. Ressaltamos ainda a nova resolução sobre cotutela e dupla diplomação (Res. UFSM N. 139/2023, Anexo 1), que diminuiu o tempo obrigatório no exterior para três meses para Mestrado e seis meses para doutorado, nova forma de contratação de professores visitantes (Res. UFSM N. 173/2024), com novos contratos de menor prazo e híbridos, renovação acelerada de convênios e o incentivo ao EMI (English as a Medium of Instruction) e COIL (Collaborative Online International Learning) nos cursos de graduação e pós-graduação.
Relativas as redes multilaterais a UFSM ampliou sua capacidade de atuação e investimento na internacionalização nos últimos anos e possuindo mais de 140 acordos de cooperação internacional em vigência (https://www.ufsm.br/orgaos-de-apoio/sai/convenios-bilaterais-ativos) A UFSM é membra fundadora da Associação de Universidade do Grupo Montevideu (AUGM) e por isso possui forte colaboração com os países vizinhos da América do Sul, com destaque para as mobilidades de pós-graduação e de docentes que foram apoiadas durante todo período. A UFSM aderiu recentemente ao PILA (Programa de Intercâmbio Latino-americano), que passou a ofertar oportunidades de mobilidade científica para pós-graduação entre universidades da América Latina, com destaque para Colômbia e México.
Com o objetivo de ampliar suas redes multilaterais a UFSM também passou a fazer parte do Grupo Tordesilhas/Fundación Carolina e da Associação Universitária Iberoamericana de Posgrado (AUIP). Ambas se destacam pela oferta de bolsas para fortalecer redes de colaboração entre programas da universidade e dos países membros destas redes. Também, a Universidade passou a integrar ao GCUBmob, programa de mobilidades internacionais do Grupo de Cooperação de Universidades Brasileiras (GCUB), com a ampliação forte do ingresso de estrangeiros na Instituição. Estas mudanças institucionais promoveram a ampliação significativa da internacionalização da UFSM. No gráfico abaixo estão o número de alunos que vieram para a UFSM distribuídos por tipo de convênio multilateral que a UFSM integra.
Em relação aos Convênios Bilaterais, a UFSM centrou-se então nos parceiros do Sul Global e BRICS, com ampliação dos convênios com países do continente africano, em especial com Universidades da Nigéria e África do Sul. Cabe destacar ainda que a maior ampliação nas relações internacionais da UFSM ocorreu com a China, com a assinatura de mais de quinze (15) convênios bilaterais e com a colaboração efetiva com o Ministério da Educação da China, por meio do Centro para Cooperação em Educação e Linguagem (CLEC). No âmbito desta colaboração ampliou-se a oferta de Chinês e Cultura chinesa para os alunos da instituição e culminou com a criação da primeira Chinese Smart Class Room da América Latina. Este ambiente de internacionalização está disponível a todos os cursos que pretendam colaborar com a China na UFSM.
A UFSM também passou por reformulação de sua comunicação internacional. Uma das principais mudanças foi a implantação de um site Global (www.ufsm.br/global), voltado para o estrangeiro que pretende realizar pós-graduação ou vir como visitante para a UFSM. Neste site estão disponíveis informações em inglês de todos os programas de pós-graduação da instituição. Destacamos que o volume de acessos dos países do Sul Global ao site é grande e a difusão de informações resultou em um número recorde de inscritos estrangeiros nos editais regulares de pós-graduação da instituição. A comunicação internacional da UFSM também contribui e se vincula a novas ações de acolhimento de estrangeiros, com o fortalecimento dos programas Hospede um Estrangeiro e Amigo Internacional, que são decisivos para a melhor inserção na cidade e no país dos estudantes internacionais da instituição.
Como resultados do planejamento e estratégias de ação utilizadas para promover a internacionalização institucional, a UFSM tem se destacado em diversos rankings regionais e mundiais de avaliação de instituições de ensino superior ( https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proplan/rankings).
Além destas ações, destacamos também a atuação da UFSM no CAPES Print. O Programa de Internacionalização CAPES (Capes/PrInt) na UFSM teve início em 2019, envolvendo diversos PPGs, que englobam um substancial contingente de grupos de pesquisa da UFSM, em diversas áreas do conhecimento. O volume de recursos destinados para a Internacionalização dos projetos e subprojetos envolvidos foi em torno de 24milhões de Reais. As missões e ações de internacionalização produziram efeitos diretos no crescimento dos convênios, da cooperação científica e na qualificação dos programas de pós-graduação. Todos os programas envolvidos no projeto ou consolidaram ou subiram de conceito na última avaliação.
O projeto institucional se desenvolveu de forma descentralizada, em torno de 4 grandes linhas temáticas (Materiais do amanhã e tecnologias limpas; Saúde única; Sociedade informacional: memória e tecnologias; Sustentabilidade e atitudes inteligentes), tendo 11 projetos temáticos (Materiais inteligentes; Nanomateriais; Tecnologias limpas; Estratégias farmacológicas e nutricionais para promoção de saúde; Sanidade e bem estar animal; Informação e tecnologia; Memória e tecnologias; Agricultura - inovadora, intensiva e sustentável; Ecossistemas sustentáveis; Recursos energéticos; Solos - produção e preservação do ambiente). O Projeto contou com o envolvimento direto de 26 PPGs da UFSM, em cooperação com aproximadamente 200 universidades estrangeiras de 30 países, que resultaram em mais de 300 mobilidades internacionais. Os dados desta cooperação podem ser encontrados no seguinte painel de indicadores ( https://www.ufsm.br/projetos/institucional/capes-print/indicadores), que contém dados concernentes à mobilidade acadêmica no exterior.
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